julho 20, 2013

O machismo em games e Zelda

1 comentários

Que Zelda é uma personagem importante, ninguém duvida. Ela até mesmo deu seu nome à série, o que confunde algumas pessoas, quem insistem em chamar Link de “O Zelda”. Mas muitos pedem para que a princesa Zelda tenha papéis mais importantes nos jogos. Há até uma petição para que isso aconteça nos próximos lançamentos. Cheque a página do facebook que fala sobre isso.

A ausência de papéis mais ativos da princesa pode ser um indicativo do medo de mudar a fórmula. Como colocar a Zelda sem que Link perca seu papel? É claro que isso não seria tão difícil. Zelda poderia ser jogável em alguns momentos do jogo, não do início ao fim (apesar de isto também ser interessante, um jogo somente de Zelda). Há também a possibilidade da presença de Sheik nos jogos, um rumor que tem se ouvido.

O machismo nos jogos em geral

Por favor, salve-me!

O machismo está presente em muitos, inúmeros, infinitos jogos. Uma princesa/Garota bonita/Fêmea raptada que precisa ser salva. E se você torce o nariz pra isso e aponta várias personagens femininas protagonistas, repare nas roupas sexualizadas. Personagens femininas estão sempre ali para agradar os homens de alguma maneira, seja sendo uma pessoa frágil que precisa ser protegida, seja uma gostosa de pouca roupa que faz pose. Quantos jogos mostram garotas normais, sem nenhum apelativo no jogo? Pouquíssimos. Isso é um problema muito maior do que muita gente imagina. Não vou nem citar a Peach, que é raptada em 99% dos jogos.

Havia um jogo em desenvolvimento pela Rare, para nintendo 64, em que havia uma personagem feminina muito legal. O nome do jogo era Dinosaur Planet, e um dos protagonistas, Krystal, era forte e dona de si.

imageTaí um exemplo de jogo sem machismo, certo? Errado. O jogo nunca foi lançado. O próprio Shigeru Miyemoto zombou do jogo e disse que ele deveria ser o 3º da saga Starfox. E foi isso mesmo o que aconteceu. Eles reescreveram e mudaram o design, lançando como Starfox Adventure 2002, para o Game Cube.

Krystal não sumiu do jogo, pior, foi totalmente descaracterizada. Virou uma garota em apuros, que passa o jogo presa vestindo roupas mínimas. Fox McCloud, o novo protagonista, se apaixona por ela e a salva.

Esta é a nova Krystal:

image

Nada legal. Um jogo que tinha de tudo para agradar o público feminino (e masculino consciente) foi por água abaixo.

Não foram os games que invetaram isso de Donzela em Perigo. Os jogos trazem o que ocorre realmente na sociedade. A cultura machista reflete em tudo: comerciais, filmes, roupas, e claro, jogos. Mas não é por isso que a tendência deve continuar. Algo deve ser feito.

Onde fica a série Zelda nisso tudoimage

Zelda sempre é raptada, amaldiçoada, cristalizada ou tranformada em pedra. Isso é fato. Suas presenças mais legais e marcantes são em Ocarina of Time, como Sheik, e Wind Waker, como Tetra. Mas mesmo nesses dois, ela acaba sendo o objetivo do jogo. Transformada em objeto a ser alcançado. Não importa o quanto seja forte, inteligente e capaz, ela é sempre retradada como Donzela, que é enclausurada e espera pacientemente por resgate.

O Link já apareceu enclausurado em alguns jogos, por alguns minutos. Mas ele conta com sua inteligência e força para se libertar. As mulheres então, parecem incapazes de fazerem isso por si próprias.

A triforce da sabedoria poderia mostrar mais o seu valor durante os jogos. Zelda é retratada como importante, e ao mesmo tempo inútil e frágil. É decepcionante. Agora, com toda essa comoção em que pedimos para que ela tenha um papel mais ativo nos jogos, espero que sua aparição seja forte e emocionante, como todas as mulheres gostariam de ser retradadas.

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Fontes: Bonus Stage, Gen Game

Um comentário até agora

  1. Anônimo says:

    "Zelda poderia ser jogável em alguns momentos do jogo, não do início ao fim" ALÔ SPIRIT TRACKS? Se informe antes de falar besteira em um artigo ;)

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